sexta-feira, 6 de maio de 2011

Imagética da Segregação

E é viva a imagética do mundo segregado
O coração do mártir, a alegria do povo
O marasmo da política e o impulso novo
A dialética do homem caído e do levantado.

E é vivo o saudoso império que a todos ignora
O comunicador hábil, o frágil discurso legitimado
O homem perdido na caverna de Platão reencontrado
A distância oceânica entre e nação que comemora e
outra que à muito chora.


E é viva a mentira da democracia
O interesse mudo, o rugido da mais-valia
O colosso gêmeo que se põem, a ira latente que se impõem
A nova mina de ouro que ao todo se junta e muito compõem

E é vivo o cinismo intelectual
O senso crítico calado por uma relação contratual
O fio de esperança do mundo, o cepticismo profundo
A ultima verdade renegada, no meio do paraíso imundo

E é viva a polêmica do ataque armado
O braço do patriota, o apoio do povo
O sarcasmo da anarquia, o pretexto novo
A reação sistêmica do dominante em cima do dominado

E é vivo o adultério sagaz nos rememora
O princípio implícito, o movimento parado
O destino dos pequenos fortemente regulado
A diferença tênue entre a palavra fraca que escora,
e a realidade triste que vigora.