
Hoje o dia amanheceu com um brilho tênue, a diferença entre luz e sombras já não é tão nítida.
A densa névoa se condensa cada vez mais na ignorância , os astros se tornam mais raros, e a humanidade se esquece de o quanto um céu estrelado é importante para um dia de sol.
Os ideais se dissolvem em tons de cinza claro, a liberdade é cada vez mais teatralizada e nesta peça somos os expectadores impotentes.
Não existem mais bifurcações, as estradas foram reformadas e agora limitam-se a existir paralelamente iniciando no mesmo ponto e tendendo ao infinito.
Nossas lutas se dissolveram em sutilezas, o mecanismo que hoje limita a todos nasceu de uma luta muito particularmente nossa, nos enforcamos com nossos cordões umbilicais.
Criamos um circulo de blasés que ofusca nossa visão, e não há óculos suficientes.
Hoje mais um timbre de nossa voz se esvai, dentre últimos graves o suficiente para serem escutados e agudos o suficiente para causar incomodo.
Estamos roucos, falidos, desafinados e agora somente a banda parece nos guiar por uma infinita melodia de uma justiça injusta.
Os verbos, a partir de agora serão só crisálidas, impressas classificadas conjugadas e sem nenhum sentido.
Os dicionários já não servem de referencia, as palavras perderam quem as fizesse significar, é triste ver os pontos e as virgulas voltando a seu lugar de origem.
O maestro se foi, o tambor agora destoa em um ritmo frenético aplaudido pelos senhores da humanidade.
Hoje mais um timbre de nossa voz se esvai, dentre últimos graves o suficiente para serem escutados e agudos o suficiente para causar incomodo.
Estamos roucos, falidos, desafinados e agora somente a banda parece nos guiar por uma infinita melodia de uma justiça injusta.
Os verbos, a partir de agora serão só crisálidas, impressas classificadas conjugadas e sem nenhum sentido.
Os dicionários já não servem de referencia, as palavras perderam quem as fizesse significar, é triste ver os pontos e as virgulas voltando a seu lugar de origem.
O maestro se foi, o tambor agora destoa em um ritmo frenético aplaudido pelos senhores da humanidade.
Entre o compasso das batidas as fronteiras somem, os muros caem as nações se unem e tudo parece convergir para a construção dessa magnífica ordem que carinhosamente apelidamos de CAOS.
"Já não há palavras, Saramago levou-as todas!"
ResponderExcluirFoda...
ResponderExcluirA densa névoa se condensa cada vez mais na ignorância , os astros se tornam mais raros, e a humanidade se esquece de o quanto um céu estrelado é importante para um dia de sol.
é uma perda sem tamanho...
obrigado pelo carinho... ficarei feliz em conhecê-lo amanhã...
abraço e
força na pena e luz no poema...
ESCREVA!!!
Flávio Mello
Thi, querido,
ResponderExcluirContinue escrevendo, vc tem uma veia de escritor, usa-a muito, use a imaginação e o cotidiano para cada vez mais escrever coisas que nos fazem pensar tanto no hoje qto no amanhã.
Parabéns pelos belos e complexos textos.
Com muito carinho da sua tia preferida.