
Falar sobre a despersonalização é banal. Que triste. A única felicidade na rotina que criamos, se resume ao momento em que finalmente poderemos sair dela por algum tempo. Vivemos os dias da semana um a um ou na realidade, todos em um. Nossa vida se divide crucialmente em dois momentos, aquele em que somos o que devemos ser e outro aonde somos o que queremos ser não necessariamente nessa ordem e de forma alguma isolada pois sempre somos um pouco daquilo que queremos e muito daquilo que devemos. É impressionante a capacidade humana de criar limitações para si , e como são totais. A repetição cotidiana que desenvolvemos nos prende ao mundo assim como a gravidade nos prende ao chão, e o mais curioso é que já conseguimos vencer a física e no entanto perdemos diariamente a briga do homem criado contra o criado pelo homem. Será que ninguém percebe aonde nos metemos? Basta olhar os rostos sem expressão, o quanto somos carentes de nós mesmos, o quanto precisamos falar. Aperfeiçoamos a máquina mais lucrativa de todos os tempos, a solidão. Todos os dias as companhias telefônicas ganham bilhões com a infelicidade , é como se implorassemos por atenção com um grito mudo. Perdemos a sensibilidade, as maiores maldades e injustiças são as mais sutis, aquelas que cometemos sem perceber, e que através disso nos justificamos. Constituimos a maior nação de tiranos ignorantes. Vadios sem destino,hipócritas,cínicos, estúpidos, assasinos, cumplices, animais, no fundo tudo a mesma coisa, tudo que é e não devia ser, tudo igual e tudo desigual, tudo que somos e tudo que sofremos, tudo que avança e tudo que regride, tudo que ensina e tudo que domina.
Esse texto ficou bom, Thiago. Como sempre pessimista demais pro meu gosto, mas você teve seu mérito de ter escrito coisas muito boas. Gostei de várias partes, tipo " o quanto somos carentes de nós mesmos, o quanto precisamos falar". Apesar de tudo, achei meio confuso e amontoado em algumas partes, senti que não teve muitas pausas pra respirar, entende? :D
ResponderExcluirMas parabéns, de verdade!