
Algumas vezes somos levados a ver a vida como um jogo, uma brincadeira de crianças crescidas, com suas estratégias e melindres, suas vitórias e suas derrotas.
É engraçado pensar em como nos parecemos com peças do jogo de xadrez. Na linha de frente temos os peões, que apesar de serem sempre maioria e sempre quem realmente luta, no final são pouco valorizados. Logo atrás, nas pontas, temos as torres, que se acham livres, superiores, atropelam a tudo e a todos, e no fundo não passam de peões crecidos limitados a uma trajetória linear. Logo ao lado temos cavalos e bispos, estes sempre invadindo tudo sem serem convidados, em seu caminho diagonal, inoportuno, e aqueles caminhando sempre em "L" indo a todos os lugares e a nenhum. Por fim encontramos os reis e as rainhas, que se consideram superiores a todos os outros, que aparentam ter em suas mãos o poder de acabar com todo o jogo, de se mover na direção que bem entendem, mas que no fundo são tão plásticos e inertes quanto todos os outros, alvos de uma mesma estrutura que movimenta tudo. Dois lados disputando território de domínio, herdeiros da condição material de sua existência impotente, fadados a uma briga estúpida e hipócrita,aguardando a jogada definidora da grande contenda, enganados pelo ideal de uma liberdade falaciosa e crentes de uma vitória absolutamente utópica.
Caramba, Thi. Que pronfundidade vc conseguiu trazer num mero jogo de xadrez. E é impressionante mesmo como esse jogo é tão similar.. Eu já tinha percebido isso tb. O único erro (hahaha) é que o rei não tem tanta liberdade de andar pelo tabuleiro como a rainha. Mas que isso importa? xD Continue produzindo, anjo. Bj
ResponderExcluirHaha, não gostei muito desse post. =D
ResponderExcluirO que eu realmente acho interessante no jogo de xadrez é que a rainha tem bem mais liberdade de se movimentar que o rei, e ela é mulher, e é a rainha. Ou isso reflete uma mentalidade muito diferente quanto às mulheres ou é só uma ironia (ou uma cutucada sarcástica) dos inventores do xadrez ao "jogo do poder".