Quando parei para me ver, já não era nada
Quando parei para viver, tudo era nada
Sempre que consegui ver, não enxerguei
Será mesmo que todo o movimento obrigatoriamente se encadeia a essa rede de desassosegos ignorados?
Não estou pronto para responder, nesse momento até as perguntas me faltam, me faltam e me fazem falta.
Não posso crer em nada que dure mais do que um instante, aquilo que mais me agride é denovo o contraste, a diferença abyssal entre o político e o prático, entre o criador e a criatura.
Minha sombra se entranhou em mim, é impossível desgruda-la, meu único artifício é poder me esconder atrás de outra sombra maior.
O medo que me infiltraram é meu único escudo, posso apenas seguir na defensiva,assim como você, assim como nós, assim como todos e finalmente como ninguém.
Pestanejar é perigoso, ou pelo menos assim parece, dia a dia me alimento da insegurança de vir a ter novamente as palpebras grudadas, tudo que me move é a paralisía.
O meu cume é muito íngrime, sua trilha, muito acidentada, poucas vezes foram as que pude escala-lo. Sempre falta tempo.
No fundo, tudo que me resta é a partida. Não um perambular descalço e desorientado, muito menos um caminho fixo e propositado, apenas a partida, impregnada com todo o encanto que os começos possuem, que sempre se perdem e sempre renascem.
...foda!
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