E vem a tristeza,
delicada e sublime,
seria ela beleza,
se não fosse o que oprime
E como vem se vai
do peso a leveza,
essa mesma tristeza,
que espanta e que atrai
E diante dessa mesma,
ligeira alegria,
morre o canto, a alma,
a euforia
E isso encerra o ciclo,
do real contrastante,
da busca perdida do homem
por um eterno instante
Mas então como entender,
que na solidão do tédio,
na rotina sem remédio
possam ambas conviver?
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