Nem todo protesto é verso
Mas todo verso é em si um protesto
Da caneta,
Que rasga a frenética brancura do papel
Da voz,
Que atropela o absoluto império do silêncio
Da alma,
Que se atira em um retumbar enlouquecido
Pra fora do corpo
Arte é tudo que observa,
Tudo que pensa,
Tudo que fala,
E falar é acima de tudo
Um ato Político
Por isso toda essa necessidade maluca de gritar
Por isso toda essa ansiedade por algo novo
Por isso toda essa inquietude diante da impotência do momento
O Homen nasceu para criar
aqui cheguei por acaso ou talvez não, porque neles, nos acasos, não acredito. Mas este poema era algo que precisava para (re)começar o meu dia, recarregando bateria na fúria da monotonia que lhe querem imprimir.
ResponderExcluirobrigado, Theone