
Deixa, que toda a indiferença ecoe pelos quatro cantos,que os lençóis brancos caiam sobre as janelas,que o terror se espalhe ao som dos motores e das metralhadoras, que a solidão se entranhe nos corações das viúvas,das mães, das avós, das irmãs, que o silêncio predomine com último suspiro do menino inocente.
Permita, que as emissoras enrriqueçam com as minas de ouro da desgraça, que o estado consolide sua força perante o medo, que os criminosos riam de sua condição,que o espanto atinja a todos os lares, ainde que ninguém faça nada.
Invoca, o inferno cintilante de lamúrios entorpecidos, o cristo imóvel que a todos protege, o cartão postal da cidade maravilhosa, a brilhante figura do pai dos pobres, o penoso contraste que torna tudo palpável, realizável, financiável.
Ignora, a dura presença da ausência, o cheiro de sangue fervente no asfalto, as escolas e as casas trancadas,os sonhos massacrados, a incerteza que domina os pensamentos a cada saida, a vida jogada em dados a toda esquina.
Perturba, a consciência dos dirigentes, a paz dos comandantes, a rotina dos empresários, o equilíbrio da econômia.
Por fim cala, as mãos deste triste poeta que é todo desespero, essa alma solitária que só quer ser notada, assim como as crianças, as mães, as viuvas, e que na verdade é apenas isso, um devaneio juvenil.
Ou então liberta da impotência essa cólera por tanto contida, essa força imensurável sempre reprimida, expulsa desse ser toda a fúria que aniquila, que grita, que ensurdece, que incomoda, que silencia,que suplíca, que chora.
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