Como pode, o luto arrastado,
o torpor intocado, o frio aumentado,
refinar-se na forma sutíl da poesia?
Como pode, a frágil borboleta,
escapar do casúlo de aço,
mergulhar em um voô ágil,
e transformar toda a ordem,
em puro descompasso?
Como pode, que a ressonancia aguda,
que os graves dissonantes,
que o curto intervalo das notas,
dispertem nas crianças,
a ira delicada, deficiente, muda?
E se tudo isso é fato, dado, inexórável,
omo alimentar essa força ígnea?
Como dar continuidade a essa brincadeira perigosa?
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